5ª Primavera dos Museus

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A 5ª Primavera dos Museus, uma série de atividades que envolvem mais de 580 instituições em todos os estados brasileiros, ocorrerá apartir do dia 19 desse mês. Pela Europa, uma série de museus elaboram programações e até lugares  históricos pertencentes a particulares abrem suas portas para visitantes. Tudo por que o mês de setembro é o mês do patrimônio! Este ano, a Jornada Europeia do Patrimônio será realizada em 50 países. O Brasil também celebra a data com 5ª Primavera dos Museus, organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

O tema escolhido este ano foi “Mulheres, museus e memórias”. Entre os dias 19 e 25 de setembro ocorrerão exposições, espetáculos musicais, visitas guiadas, exibições de filmes, etc.

Quem se interessar pode conferir a programação completa no link abaixo:
http://www.museus.gov.br/5-primavera-dos-museus/

A genética ajuda a esclarecer o passado

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Fonte: História Viva
O médico infectologista Stefan Cunha Ujvari conta como o estudo dos microrganismos pode contribuir para a pesquisa histórica
por Bruno Fiuza


Ujvari: "A análise de um parasito mostra que o homem pode ter chegado à América por embarcações"
Um dos maiores inimigos de Napoleão na Rússia foram os piolhos; o homem pode ter chegado à América pelo mar; as doenças que exterminaram os indígenas do Novo Mundo surgiram da domesticação de animais na Ásia. As fontes dessas informações não são manuscritos antigos, mas sim amostras de DNA. O avanço da genética nas últimas décadas criou um novo campo de pesquisas: o estudo do passado com base nos vestígios deixados pelos microrganismos. Em 2008, Stefan Cunha Ujvari, médico infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz de São Paulo, decidiu reunir as descobertas de vários trabalhos do gênero em um livro voltado para o grande público. Assim nasceu A história da humanidade contada pelos vírus. Agora, Ujvari volta ao tema com Pandemias – A humanidade em risco, livro no qual apresenta um panorama das grandes epidemias que assolaram o planeta. Nesta entrevista a História Viva, Ujvari conta como o DNA está se tornando uma nova fonte para o estudo do passado.

História Viva – Como a infectologia contribui para a pesquisa histórica?

Stefan Cunha Ujvari – O estudo do material genético de microrganismos ajuda a esclarecer o que aconteceu no passado. Um exemplo é a peste de Atenas, que castigou a cidade em 430 a.C. Há muito tempo os historiadores debatem a natureza dessa doença. Alguns achavam que era varíola, outros falavam em sarampo ou diarreia. Pensou-se até em ebola. O mistério só foi desvendado na década de 1990, quando arqueólogos descobriram uma vala coletiva da época da peste. Eles quebraram a polpa do dente de algumas ossadas para ver se a bactéria causadora da epidemia tinha parado ali – porque, quando a pessoa morre, todo o organismo se decompõe, mas o dente fica preservado – e encontraram o DNA da Salmonella typhi, bactéria causadora da febre tifoide presente em água e alimentos contaminados. Outro exemplo é a descoberta do que levou à morte de parte do exército de Napoleão na Rússia, em 1812. Em 2001, foi achada na atual Lituânia uma enorme vala coletiva com mais de 2 mil corpos. Os restos de uniforme e os botões nas roupas indicavam que aqueles homens eram do exército do imperador francês. Novamente, os pesquisadores analisaram o material genético armazenado na polpa do dente desses cadáveres e detectaram a presença da bactéria do tifo, que é transmitida pelo piolho.

HV – O que o estudo dos microrganismos revela sobre a chegada do homem à América?

Ujvari – Um grupo de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz analisou fezes humanas fossilizadas – os chamados coprólitos – de múmias pré-colombianas e detectou a presença de um parasito, o Ancylostoma duodenale, causador do amarelão. Esse microrganismo não passa de pessoa para pessoa, porque precisa eliminar seus ovos nas fezes do portador. Se esses ovos caem em solo quente e úmido, eles eclodem e liberam larvas, que entram no corpo humano quando a pessoa pisa descalça nelas. Se esse microrganismo precisa de um solo quente e úmido e é disseminado pelo homem, não dá para esclarecer sua chegada à América pela hipótese do estreito de Bering. Se o homem chegou ao continente apenas por esse caminho, cujo solo era seco e frio, a disseminação da doença deveria ter sido interrompida. Isso reforça a hipótese de que o homem pode ter chegado à América também por embarcações.


No site, há mais perguntas. A entrevista é bem longa! :)

terça-feira, 3 de maio de 2011


Oi galera,

A Bia me informou que para fazer o passeio na Ilha Fiscal nós deveremos confirmar quem vai para que isso possa ser agendado com o pessoal de lá da Ilha !!!
Agora é definir data !!!!
O passeio custa 5 reais pra estudante, com a escuna e guia incluidos !!! Não se esqueçam de levar as carteiras de estudante !!!!

Quanto ao Teatro Municipal, eu fui informada que o teatro não dá o nosso querido carimbo pra ACCC. Mas de qq maneira vale o passeio !!!
Agora nesse domingo, dia 8 de maio (que vai ser o Dia das Mães) haverá um espetáculo da Orquestra de Hannover, que vai custar 1 real o ingresso !!!
Talvez eu vá, vamos ver como que vai rolar o final de semana com essa comemoração !!!!

Outra dica super legal é que no Instituto Moreira Salles, está tendo uma exposição de fotografias maravilhosa, sobre o Império !!! Fica até o dia 29 de maio !!! Não vai dar pra bobear !!!
Beijinhos

Lourdinha

Assuntos variados

sexta-feira, 29 de abril de 2011


Oi galera,


Temos vários assuntos !!!
Por uma super dica do nosso monitor predileto (o Flávio), eu passo pra vocês o evento que ele nos indicou !
"História Através da Música"

Segunda informações:
Depois da dica do George sobre a Revista de História da Biblioteca Nacional, fui ver o site e achei uma preciosidade ! Tem de tudo ! Aulas prontas, matérias sensacionais e vídeos incríveis !!!
Ai vai o endereço de um que eu achei demais:

Terceiro tópico:
A Bia ainda não pode nos trazer as informações sobre o passeio na Ilha Fiscal, e, como eu já consegui algumas informações sobre o Theatro Municipal, queria convidar a todos para visitar o site do teatro e para podermos escolher que programa vamos assistir !!!!

No mais, ótimo final de semana pra todos !!!
Beijinhos

Lourdinha


Passeio no Centro Cultural da Justiça Federal e no Museu Nacional de Belas Artes

sábado, 23 de abril de 2011


Oi gente,

Perdão pela demora (culpa das provas) mas aí vão as fotos do passeio do domingo passado (dia 17 de abril) , no Centro Cultural da Justiça Federal e no Museu Nacional de Belas Artes.
Além do passeio ter sido maravilhoso (parabéns pela escolha do nosso cicerone Bernardo), ainda tivemos a presença de uma aluna do Turismo (Rosa) que soube do passeio pelo Informativo da UVA (tá funcionando a divulgação, pessoal), e ainda nos trouxe mais informações vinda de outras fontes !!!
O próximo passeio será na Ilha Fiscal, só estamos esperando agora nossa cicerone, Bia, nos dizer quando !!!!
Beijinhos

Lourdinha

Galeria de esculturas gregas (Museu Nacional de Belas Artes)
Reprodução das esculturas (Museu Nacional de Belas Artes)

Deusa Diana (Museu Nacional de Belas Artes)

Detalhe do piso (Museu Nacional de Belas Artes)

"A Batalha do Avahí" (Museu Nacional de Belas Artes)

Arte Sacra brasileira - sec XVIII (Museu Nacional de Belas Artes)

Vitral da Justiça (Centro Cultural da Justiça Federal)

Sala de Corte (Centro Cultural da Justiça Federal)

Turma nas escadarias (Centro Cultural da Justiça Federal)

Detalhe do teto do salão da corte (Centro Cultural da Justiça Federal)

Detalhe das portas principais (Centro Cultural da Justiça Federal)

Detalhe da escadaria (Centro Cultural da Justiça Federal)

Detalhe dos dragões das portas principais (Centro Cultural da Justiça Federal)

Mitos e verdades sobre o Estágio Obrigatório

quinta-feira, 14 de abril de 2011


Oi galera,


Conforme o combinado, eu hoje fui falar com o Paulo Sérgio, o Coordenador de História, pra tirar nossas dúvidas quanto ao Estágio Obrigatório.
Então vamos acabar com os mitos e passar a conhecer as verdades !!!

Mito:
O estágio pode ser feito em qualquer lugar, do tipo museus, bibliotecas, etc.
Verdade:
O estágio obrigatório só pode ser feito em escolas.

Mito:
Teremos que fazer 400 horas de sala de aula
Verdade:
Teremos que fazer 400 horas de atividades LIGADAS a sala de aula. Tanto poderemos estar auxiliando um professor em tarefas de grupo, aplicação de provas, grupos de estudo, etc, em sala de aula quanto em reunião de pais e mestres, passeios da turma, preparação de exercícios, correção de provas em casa, etc. Todas essas atividades valem como horas de estágio.

Mito:
São 400 horas de estágio dando aula
Verdade:
Só é obrigatória UMA aula, que será avaliada por um professor.

Mito:
O estágio obrigatório só pode ser feito na cidade do Rio de Janeiro
Verdade:
O estágio pode ser feito em qualquer cidade desde que numa escola regularmente registrada.

Mito:
Pode-se fazer o estágio a qualquer momento da faculdade
Verdade:
A melhor época pra se fazer o estágio é a partir do 4º/5º período

Eu aproveitei a ocasião pra tirar as outras dúvidas quanto as horas de ACCC.
Vamos lá !!!

- Não é necessário levar os formulários carimbados pelas entidades a cada passeio para o Paulo Sérgio assinar. Nós devemos ir juntando esses formulários e quando tivermos completados as 200 horas, levamos tudo de uma unica vez.
- É fundamental o carimbo no formulário da UVA, mas não há necessidade de folders, panfletos, etc
- Em alguns casos, as horas que valem cada visita variam, uma vez que seminários e congressos, por exemplo, tem carga horária própria.
- No caso de visita a museu ganhamos 5h, mesmo.
- Visita a igrejas históricas que tenham um guia, também valem como visitas a museus.
- O obrigatório é fazer as 200 horas ! Ter 300, 400 ou 1000 não faz a menor diferença. Nós não recebemos uma nota específica de ACCC, e sim uma confirmação de que as horas foram cumpridas.

Eu falei com o Paulo Sérgio sobre nosso projeto e o convidei a conhecer o nosso blog.

Espero ter ajudado a esclarecer algumas dúvidas.
Beijinhos

Lourdinha

O Anel de Nibelungo de Richard Wagner

quarta-feira, 13 de abril de 2011

“O Anel de Nibelungo”

Olá pessoas, hoje venho aqui inspirada por um achado de tamanho imensurável.
Trata-se do livro 10 da Coleção Folha Grandes Operas, da Folha de São Paulo, não é propaganda (apesar da qualidade indiscutível), mas sim uma enorme alegria, pois à tempos venho procurando essa Ópera.
O nome da Ópera é ”A Valquíria”, segunda ópera da tetralogia do “Anel do Nibelungo”, de autoria de Richard Wagner (1813 – 1883) Alemão.
Vou agregar um pouquinho de cultura inútil a vocês... RSRS.
O Compositor Richard Wagner, autor não apenas da musica, mas também do libreto, empenhou 26 anos de sua vida na realização do “Anel”. Trata-se da ópera mais ambiciosa do mais ambicioso autor de óperas de todos os tempos.
A obra é baseada em mitos nórdicos e germânicos.
O Tema central do ciclo “O Anel do Nibelungo,” é um anel mágico que dá o poder de dominar o mundo, renunciando ao amor. O anel foi forjado pelo anão Alberich a partir do ouro roubado do rio Reno quando as donzelas se distraíram, entre as personagens míticas que disputam a pose do anel está Wotan o deus dos deuses.
Em “A Valquíria”, Wagner propõe uma versão adaptada da “Saga dos Volsunos” da mitologia nórdica. As valquírias são as filhas de Woltan e da deusa Erda e foram concebidas como guerreiras para defender o Walhalla, versão germânica de Olimpo grego, a morada divina. Outra função delas é recolher os heróis tombados em batalha, levando-os ao Walhalla, onde eles ajudarão a guardar a moradia dos deuses até o dia do Ragnarok (juízo final da mitologia nórdica).
É nesse ambiente mitológico que se desenvolve uma das maiores obras da musica clássica.
Contendo a célebre “cavalgada das Valquírias”, popularizada pelo filme “Calígula”.
Pra quem esta se perguntando, “eu acho que já vi essa historia em algum lugar?” Sim você já viu mesmo, em O Senhor dos Anéis, do Tolkien, Tolkien afirmou por diversas vezes não ter plagiado de forma alguma obra de Wagner, acredita-se ter sido uma inspiração dual na, “A saga de Volsunos e o Edda em verso”.
Pra quem não conhece vale apena conferir as belas melodias de Richard Wagner.
Ordem Cronológica do enredo:
Das Reingold (O Ouro do Reno)
Die Walküre (A Valquíria)
Siegfried & Götterdãmmerung (essas duas formam o Crepúsculo dos deuses).


Valquíria C R Velasco.'. 

"A Volta ao Rio em 200 horas" - como funciona !



Oi galera,

Como estamos correndo atrás de fazer as 200 horas do ACCC o mais rapidamente possível, criamos um projeto chamado "A Volta ao Rio em 200 horas".
Como nós combinamos no dia da visita ao Museu da República, o nosso grupo vai funcionar da seguinte maneira:
- Cada pessoa escolhe um lugar que acha interssante aqui no Rio ( um museu, uma igreja, uma biblioteca, etc).

- O lugar que for escolhido será de responsabilidade de quem escolheu, sendo assim a pessoa tem que chegar com todas as informações necessárias, do tipo: horário de funcionamento, dias em que o passeio é grátis ou o preço, história do local ou evento, enfim, uma apanhado geral de informações.

- Como essa pessoa vai ter estudado o local, ela será a nossa cicerone e nos guiará pelo passeio.

- Conforme as pessoas forem selecionando os seus lugares escolhidos, iremos fazendo uma agenda das visitas de modo a visitar, em média, 2 lugares por mês.

- E para terminar, a pessoa também ficará encarregada de fazer o texto (pequenino) que enviaremos pro pessoal da imprensa da Veiga para que o nosso passeio saia no site da universidade !!!

Respeitando esse esquema, nessa semana já temos como cicerone o Bernardo, que nos levará ao Centro Cultural da Justiça Federal, que está situado na Av. Rio Branco, 241 – Centro, bem na Cinelândia. Quem quiser participar, é só nos encontrar no portão principal, às 14 h.
Ah, e não se esqueçam de levar seus formulários de ACCC !!!
Beijinhos

Lourdinha




As fotos do Museu da República

segunda-feira, 11 de abril de 2011


Oi galera,

Pra matar o povo que não foi de inveja, aí vão as fotos !!!
Beijinhos

Lourdinha

O salão de jantar

Portão principal

Pijama e arma do Getúlio quando ele se suicidou

A derrubada do Morro do Castelo - 1922

Detalhe das maçanetas

Lustre do tempo do Barão de Nova Friburgo (originais da construção)

Detalhe das paredes

Detalhe do Chafariz

A turma toda (Projeto "Volta ao Rio em 200 horas")

O nosso projeto

domingo, 10 de abril de 2011

Oi galera,

Hoje nós fizemos um passeio maravilhoso no Museu da República !!!
E também criamos, oficialmente, o nosso projeto para cumprir as horas da ACCC !!!
No próximo domingo, dia 17 de abril, nós vamos ao Centro Cultural da Justiça Federal, na Cinelândia, onde o Bernardo, nosso cicerone, nos mostrará o que tem por lá !!!
Bom, eu, como design, não podia deixar de criar uma imagem do nosso grupo !!! Sendo assim, inspirada na capa do livro do Julio Verne, aí vai !!! Espero que gostem !!!
Beijinhos

Lourdinha






Profissão de Historiador

sexta-feira, 8 de abril de 2011

CCJ aprova regulamentação da profissão de historiador

A regulamentação da profissão de historiador foi aprovada, nesta quarta-feira (2), pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), estabelece que a profissão de historiador poderá ser exercida pelos diplomados em curso de graduação, mestrado ou doutorado em História.
Entre as atribuições dos historiadores, o projeto (PLS 368/09) lista o ensino da disciplina no ensino básico e superior; o planejamento, a organização, a implantação e a direção de serviços de pesquisa histórica; o assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos para fins de preservação.
A proposta já havia sido aprovada em decisão terminativa, em março de 2010, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Mas a aprovação de emenda de Plenário do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e de requerimentos dos senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e do então senador Flávio Arns (PSDB-PR) fez a matéria retornar à CAS, bem como exigiu sua análise pela CCJ e pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
Relator do projeto na CCJ, Flexa Ribeiro recomendou sua aprovação com o acolhimento da emenda de Alvaro Dias. A mudança proposta em Plenário simplificou uma das atribuições dos historiadores para a "organização de informações para publicações, exposições e eventos sobre temas de História". O texto aprovado pela CAS detalhava os locais (empresas, museus, editoras, produtoras de vídeo e CD-ROM ou emissoras de televisão) de realização dessa atividade.
- O texto original do inciso que se pretende alterar era excessivamente detalhista e enumeratório, o que depõe contra a generalidade, clareza e precisão da norma - explicou Flexa Ribeiro em seu parecer.
O relator reconheceu o "relevante" papel exercido pelos historiadores na sociedade e considerou que a inexistência de uma regulamentação pode abrir esse campo a profissionais de outras áreas sem as qualificações necessárias para desenvolver um trabalho adequado com objetos e assuntos históricos.

MUSEU DA REPÚBLICA | PALÁCIO DO CATETE

quinta-feira, 7 de abril de 2011


O Palácio Nova Friburgo, atual Palácio do Catete, construído entre 1858 e 1867 pelo comerciante e fazendeiro de café Antônio Clemente Pinto, Barão de Nova Friburgo, consagrou-se como um monumento de grande importância histórica, arquitetônica e artística. Erguido no Rio de Janeiro, então Capital Imperial, tornou-se símbolo do poder econômico da elite cafeicultora escravocrata do Brasil oitocentista. Sua concepção em estilo eclético é resultado do trabalho de artistas estrangeiros de renome, como o arquiteto Gustav Waehneldt e os pintores Emil Bauch, Gastão Tassini e Mario Bragaldi. Em 1889, passados vinte anos da morte do Barão e de sua esposa, o Palácio foi vendido à Companhia do Grande Hotel Internacional e, posteriormente, antes que fosse instalada qualquer empresa hoteleira no imóvel, foi vendido ao maior acionista da Companhia, o conselheiro Francisco de Paula Mayrink. Em 18 de abril de 1896, durante o mandato do presidente Prudente de Moraes, à época exercido em caráter interino pelo vice Manuel Vitorino, o Palácio foi adquirido pelo Governo Federal para sediar a Presidência da República, anteriormente instalada no Palácio do Itamaraty.

família
Condessa de Nova Friburgo (sentada com seu neto Rodolpho no colo),
Conde de Nova Friburgo entre suas fi lhas Laura e Ada,
Renato de Nova Friburgo, Braz de Nova Friburgo,
Maria José de Souza Dantas de Nova Friburgo e primos.

Para receber os presidentes e seus familiares, ampla reforma foi executada sob a orientação do engenheiro Aarão Reis. Dela participaram importantes pintores brasileiros como Antônio Parreiras e Décio Villares e o paisagista Paul Villon, este responsável pela remodelação dos jardins. A instalação de luz elétrica no Palácio, desde então, acentuaria o brilho dos acontecimentos políticos e sociais que ali teriam lugar.
Também chamado de Palácio das Águias, o Palácio do Catete foi palco de intensas articulações políticas, como as declarações de guerra à Alemanha, em 1917, e ao Eixo, em 1942, e, nesse mesmo ano, a implantação do Cruzeiro como sistema monetário nacional. Entre os grandes acontecimentos sociais, destacam-se a recepção aos Reis da Bélgica, em 1920, e a hospedagem do Cardeal Pacelli, posteriormente Papa Pio XII , em 1934. Grande repercussão gerou o polêmico sarau organizado, em 1914, pela caricaturista Nair de Teffé, esposa do presidente Hermes da Fonseca, durante o qual foi executado o famoso “Corta- Jaca” de Chiquinha Gonzaga, compositora e maestrina carioca. Pela primeira vez a música popular era interpretada nos salões de um Solar aristocrático.

Museu da República
Museu da República, 1922.

Do Palácio emergem, ainda, memórias de momentos de consternação e comoção nacional, como o velório do presidente Afonso Pena, em 1909, e o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, desfecho de uma das mais contundentes crises político-militares republicanas. No ano de 1938, durante o Estado Novo, o Palácio e seus jardins foram tombados pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Sede do Poder Republicano por quase de 64 anos, 18 presidentes utilizaram suas instalações. Coube a Juscelino Kubitschek encerrar a era presidencial do edifício, com a transferência da Capital Federal para Brasília em 21 de abril de 1960. O Palácio do Catete, com base em Decreto Presidencial de 08 de março de 1960, passou então a ser organizado para abrigar o Museu da República, inaugurado a 15 de novembro do mesmo ano.

Fonte: www.museudarepublica.org.br

Bom, ai está um resumo da história desse lugar maravilhoso!
Espero que tenham gostado! Domingo (10/04) a gente se encontra lá!
Att,

Giselle Paes Leme

Visita ao Museu da República



Oi galera,

Está confirmadíssima nossa visita ao Museu da República, neste domingo, dia 10 de abril de 2011 !!!
A entrada é gratis das 14h às 18h !!!
O endereço é Rua do Catete, 153 - Catete.
Pra quem estiver um pouco perdido, aí vai o link do Google Maps:

Tem metrô até a porta !!! É só descer na Estação Catete !!!
Quem quiser visitar o site o endereço é http://www.museudarepublica.org.br/
Nós estamos combinando nosso encontro no portão principal da Rua do Catete, às 13:45 !!!
A Giselle está estudando um pouco da história do museu e vai nos dar uma aula do muito que foi a antiga casa do Barão de Nova Friburgo !!!
Ah, e não se esqueçam de levar os formulários do ACCC, de preferência com o cabeçalho preenchido pro pessoal de lá carimbar !!!!
Beijinhos

Lourdinha

A história do Natal nos dias de Hoje

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Oi galera,


Conforme havia prometido, aí vai o vídeo que eu falei !!!!

Aproveitem !!!!
Beijinhos
Lourdinha



OBS - Está confirmadíssima a prova do Prof. George para o dia 20/04!!!!

Calendário das provas - História 2011.1 - Manhã

terça-feira, 5 de abril de 2011



Oi galera,

Estou postando o calendário das provas !!!
Quem faz Sociologia com o Valeriano, terá que ver as datas das demais provas porque eu só tenho a da P1 e pra quem faz com o George, terá que ver todas porque dessa matéria eu não tenho data nenhuma !!! (Quem descobrir primeiro, pode postar aqui, né ???)
Para as demais, aí vão:

Calendários de Provas - História 2011.1 - Manhã

História da Cultura Ocidental (Prof. Claudia) - aula às 3ªs feiras
P1 - 19/04
P2 - 14/06
VEA (2ª Chamada) - 21/06
P6 - 28/06

História do Rio de Janeiro (Prof. Vera) - aula às 4ªs feiras
P1 - 20/04
P2 - 15/06
VEA (2ª Chamada) - 22/06
P6 - 29/06

História Cultura e Sociedade (Prof. Geroge) - aula às 4ªs feiras
P1 - 13/04 (OBS - O Prof. George disse que provavelmente vai mudar essa data pra 20/04)
P2 - 15/06
VEA (2ª chamada) - 22/06
P6 - 29/06

História da Cultura Oriental (Prof. Claudia) - aula às 5ªs feiras
P1 - 14/04
P2 -09/06
VEA (2ª Chamada) - 16/06
P6 - 30/06

Sociologia (Prof. Valeriano) - aula às 6ªs feiras
P1 - 08/04

A Feiticeira do Rio Antigo

quinta-feira, 31 de março de 2011


Oi galera,

Aí vai mais um texto do professor José Luiz !!!
Aproveitem !!
Beijinhos

Lourdinha

A FEITICEIRA DO RIO ANTIGO


Após o incêndio do casario da Travessa do Mercado, em 1790, o lugar decaiu e tornou-se reduto de marginais e antro de prostituição do mais baixo nível. Dentre as mais famigeradas figuras do Arco do Telles nessa época, sobressaiu-se a prostituta e depois feiticeira Bárbara dos Prazeres. A maior parte dos dados abaixo foram registrados pela Intendência Geral de Polícia, criada pelo Príncipe D. João, em 1809.

Nascida em Portugal no ano de 1770, tinha 18 anos de idade quando veio com o marido para o Brasil. No Rio de Janeiro, apaixonou-se por um mulato e assassinou o esposo para viver livremente com o amante. Consta que o homem, porém, passou a viver às custas da jovem e chegou a consumir a maior parte dos seus bens. Durante uma briga do casal, Bárbara o matou também.

Marcada pelos assassinatos e sem meios de subsistência, restou à bela jovem de 20 anos ganhar a vida se prostituindo. Fez seu ponto exatamente ali, debaixo do Arco do Telles, onde angariou vasta clientela. Por quase 20 anos, ela considerou ter encontrado a sua vocação e o seu lugar na sociedade.

Porém, o tempo e a vida desregrada cobraram o seu tributo. Começou a ficar velha e já não atraía tantos homens. Também as dores nos ossos a cada dia ficavam mais insuportáveis (provavelmente havia contraído sífilis). Temendo cair na miséria e na solidão, desesperada, ela procurou um remédio nas muitas casas de feitiçaria e magia negra do Rio de Janeiro, uma poção que aliviasse suas dores e a tornasse bonita e jovem outra vez.

Uns dizem que custou todo o dinheiro que ela tinha juntado, outros, que o preço foi sua alma; de concreto, o que se sabe é que alguém lhe passou uma fórmula que teria o efeito desejado. Os principais componentes eram certas ervas e sangue humano morno, mais precisamente, de crianças ainda vivas.

Foi quando começou a raptar meninos pobres, filhos de escravos e de mendigos, e também a ficar de tocaia na Roda dos Expostos da Santa Casa, onde eram abandonados os bebês para adoção. Não há números exatos, mas foram dezenas as vítimas que ela sacrificou no lúgubre ritual de rejuvenescimento. O pavor tomou conta da população do Rio de Janeiro, cujas crianças passaram a ser trancadas em casa e a só sair na companhia de adultos.

Nossa personagem, nesta época, aparece nos registros do Intendente Geral de Polícia, desembargador Paulo Fernandes Vianna, como Bárbara dos Prazeres (por causa do oratório no Arco do Telles) e também como Bárbara "Onça" (referência à sua ferocidade). Parecem vir desse período as expressões: "cuidado que a bruxa está solta!" e "olha que a Onça está solta!".

Bárbara levava suas pequenas vítimas para a tapera em que morava, na Cidade Nova. Pendurava as crianças pelos pés com uma corda, as esfaqueava e postava-se embaixo delas para banhar-se no sangue que jorrava ainda quente dos corpinhos sem vida.

Talvez a criminosa mais procurada na cidade em todos os tempos, consta que viveu até 1830, quando simplesmente desapareceu. Nesse ano, surgiu um cadáver de mulher boiando próximo ao Largo do Paço, mas suas feições estavam irreconhecíveis. Alguns afirmaram que era Bárbara, mas outros não a identificaram.

Há quem suspeite (lenda urbana?) que ela continua viva até hoje, graças ao segredo da fórmula de rejuvenescimento. E mais: teria assumido a condição de feiticeira e aplicado a receita em alguns milionários, em troca de parte de suas fortunas.

Diz-se que ainda hoje, em certas madrugadas sem lua, quando já partiram os últimos garçons dos bares da Travessa do Comércio e cessou o movimento da boemia, escuta-se no beco a gargalhada de Bárbara Onça, a feiticeira, ecoando assustadoramente pelos vazios escuros do Arco do Telles. Brrrr!

Fonte: http://www.serqueira.com.br/mapas/feit2.htm

O saque do Rio de Janeiro

quarta-feira, 30 de março de 2011

Oi galera,


Estou postando no nosso blog, um texto super interessante que o Prof José Luiz (aquele do Passeio Público) encaminhou pra gente !!!
Aproveitem !!!

Lourdinha

O saque do Rio de Janeiro


Empenhados na difícil missão de sobreviver, cumprindo horário e adiando sonhos, os cariocas jamais param para pensar nisso ou mesmo imaginar, mas aconteceu: um dia, o Rio de Janeiro foi invadido, ocupado e só libertado mediante um pesado resgate.

Era, então, o mês de setembro de 1710, que tinha tudo para se tomar um setembro qualquer, desses que a historia não tem por que lembrar. Mas a cobiça de um certo capitão-de-fragata chamado Duclerc e o ódio oficial do Rei da França, Luís XIV - em represália ao governo de Portugal que assinara um tratado se aliando a Inglaterra, Áustria e Holanda contra a França - mudaram o curso da historia como se muda o curso de um rio.

O Rio de Janeiro era porto de embarque para Portugal do ouro das Minas Gerais e a população de 12 mil almas tinha a fama de serem fazendeiros ricos e ociosos. O capitão Duclerc, com o apoio do rei Luís XIV, entrou na cidade e marchou com ares de general, comandou seus soldados, mas esbarrou numa população aguerrida: estudantes do Colégio da Sociedade de Jesus, do Morro do Castelo, frades do Carmo e do Santo Antonio, escravos, homens brancos e até moradores despreparados mas aguerridos, combateram, atirando sobre os saqueadores garrafas, peças pequenas da mobília, água, azeite fervente, enfim o que tivessem ao alcance das mãos. Resultado: o capitão, de cima de sua estratégia mal planejada e sua pompa, teve de render-se. Passou a viver de prisão em prisão numa "via crucis" de meses até ser assassinado na Rua da Candelária no dia 18 de março de 1711 por homens encapuzados.

O pior, porém, estava por vir, exatamente um ano depois, também no mês de setembro - Duclerc seria vingado. O insucesso da primeira expedição fez da segunda um exemplo de organização: formou-se uma empresa tendo à frente seis (6) armadores franceses ricos de Saint Malo, que destinaram 1.200.000 libras para a empreitada de saquear a colônia do Rio, uma das mais ricas do Brasil.

Portugal foi avisado pela Inglaterra dos preparativos que se faziam na França. A diplomacia portuguesa ainda tentou impedir o saque, pedindo a Inglaterra que enviasse uma esquadra a Brest, mas chegaram tarde demais. Comandada pelo almirante Rene Duguay- Trouin, a frota francesa de 17 navios com 742 bocas de fogo entrou na barra do Rio de Janeiro, se aproveitando do forte nevoeiro. Era a madrugada do dia 12 de setembro de 1711 e o pânico foi total. Desta vez a população não demonstrou heroísmo, talvez pela fácil constatação da desvantagem em que estava. O efetivo francês montava em 5.396 homens enquanto a guarnição carioca tinha 2.270 praças.

O governador Francisco de Castro Morais prometera defender a cidade até a última gota de sangue, mas , em meio ao fogo infernal dos bombardeios, reuniu o juiz de fora, os oficiais da Câmara, os mestres de campo, os comandantes e em conselho resolveu deliberar a entrega da cidade. Feito isso, fugiu como tantas outras pessoas que aos milhares deixaram o Rio de Janeiro a pilhagem dos franceses. A fuga do governador trouxe-lhe, como conseqüência, a destituição do cargo e a condenação a pena de prisão perpétua, a ser cumprida na Índia. Mas teve uma recompensa histórica: o vencedor Rene Duguay- Trouin, em seu livro de memórias, o classificou como "homem de valor".

Voltando ao saque: foi tudo surpreendente e espantoso. Apropriaram-se do ouro da Casa dos Contos, obras de arte valiosas e objetos particulares. Arquivos foram revirados e queimados. E para tomar a vingança completa, o almirante Rene Duguay- Trouin ainda exigiu um resgate. Além de 100 caixas de açúcar e 200 bois, conseguiu, em dinheiro, algo em como de 610 mil cruzados. O dinheiro foi entregue por padres, mediadores, e segundo alguns historiadores, foi contado, moeda por moeda, na Rua da Quitanda, 89.

Voltando dessa viagem ao século XVIII, e preciso dizer que o Rio de Janeiro, apesar de tudo, se recuperou rapidamente em razão de sua condição de porto intermediário entre Lisboa e as serranias mineiras.

Bibliografia:

Cruls, Gastão. Aparência do Rio de Janeiro. 2 volumes. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965